sábado, 28 de setembro de 2013

Os Serranos e César Oliveira & Rogério Melo concorrem ao Grammy Latino

     Tem notícia melhor do que essa pra amenizar os efeitos da depressão pós-Semana Farroupilha?? Estamos em dose dupla na disputa do Grammy Latino. Os Serranos e a dupla César Oliveira & Rogério Melo estão entre os finalistas na categoria reservada ao Brasil, segmento música brasileira de raiz. Concorrem com Elba Ramalho (Vambora Lá Dançar) e duas coletâneas: Salve Gonzagão, 100 anos e Sob o Olhar Januarense, o Velho Chico.
     Os Serranos foram indicados pelo CD Os Serranos Interpretam Sucessos Gaúchos, vol III, em que regravam clássicos do gauchismo. Já Cesar e Rogério estão na disputa por “Era Assim Naquele Tempo”, CD de  16 faixas com chamamés, veneras, chamarras, chamarritas, xotes e polcas.
      O anúncio dos indicados foi feito hoje pela Academia Latina da Gravação em Hollywood, na Califórnia. Entre julho de 2012 e junho de 2013, houve 9400 inscrições a este que é o prêmio máximo da música mundial. Parabéns a estes gaúchos que tanto nos orgulham!!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Confira as músicas, as danças e as reportagens exibidas no especial: Bah! Um Programa Muito Gaúcho; foi ao ar na sexta-feira (20), na RBS TV do Rio Grande do Sul

        Para comemorar o Dia do Gaúcho como a data merece, a RBS TV exibiu um programa especial na tarde de sexta-feira (20). Bah! Um Programa Muito Gaúcho reuniu músicas, danças, entrevistas e reportagens sobre temas relacionados à tradição e à identidade do povo do Rio Grande do Sul.

   Com apresentação de Carla Fachim, Shana Müller e Neto Fagundes, o programa teve ancoragem em dois locais: em uma roda de chimarrão, no Acampamento Farroupilha de Porto Alegre, e em um baile gaudério, no CTG Rancho da Saudade, em Cachoeirinha. Grandes nomes da música regionalista gaúcha passaram pelo palco do programa e celebraram o 20 de Setembro com os telespectadores de todo o estado.

Quer rever o programa?

Entre no link abaixo:



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Semana Farroupilha em Indaial - SC



PARQUE RIBEIRÃO DAS PEDRAS - INDAIAL SC

11ª SEMANA FARROUPILHA

10º RODEIO CRIOULO INTERESTADUAL

Dia 14/09 - Baile com Grupo Lida Campeira

Dia 15/09 - Costelada p/ almoço

Dias 16 a 19/09 - Palestras e a noite tertúlia nos acampamentos

Dia 20/09 - Recepção dos CTG's e ás 23:00Hs baile com Grupo Tranco de Vanera

Dia 21/09 - Provas do 10º Rodeio Crioulo e Baile as 23:00 c/Grupo Chama Gaúcha

Dia 22/09 - Final do Rodeio Crioulo e Tarde Dançante as 16:00Hs com Grupo Chama Gaúcha

Completo Serviço de Bar e Cozinha


Fonte: http://ctgamigosdacavalgada.blogspot.com.br/2013/08/semana-farroupilha-de-2013.html

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Walther Morais - 25 Anos







 “Rebrilhou a lua prateada, em jubileu, para benzer de luz a trajetória de uma estrela pampeana. Que imensa felicidade enfrenar as palavras para apresentar esta invernada de canções que compõem o segundo DVD e décimo primeiro CD da história de Walther Morais.
Meu conterrâneo, filho do chão vermelho da Palmeira das Missões é o herdeiro do canto forte de esteios firmes do nosso universo crioulo e, a eles, rende homenagem, trazendo consigo Teixeirinha, Gildo de Freitas e José Cláudio Machado.

Também, compositor iluminado que, em cada obra, encilha um flete e nos leva a mais campeira das paisagens. Acompanhado da poesia de João Sampaio, Getúlio Silva e outros amigos.

São vinte e cinco anos de história, e entrega à música regional, ao berço nativo que um dia gerou o gaúcho. E como nos faz bem ouvi-lo... A paz do galpão nos invade a alma, pra nos fazer querência ao sentimento de Rio Grande, vivo em cada mate, em cada verso e na garganta de Walther Morais!”(Rômulo Chaves)

 

É com esses dizeres de Rômulo Chaves que apresentamos o DVD e CD do Walther Morais comemorativo aos 25 Anos de carreira desse grande artista, reconhecido por sua essência campeira, que se orgulha da sua terra e da sua origem.

Gravado em Caxias do Sul, nos Pavilhões da Festa da Uva em 2012, o novo trabalho traz dezesseis faixas - Não é Gaúcho quem Não Gostar de Cavalo, Coisas do Mundo de Peão, A Volta do Tordilho Negro, Levando o Sul nos Arreios, De alma Levada -, entre outras, todas produzidas por Fabio Duzac, que inclusive faz parte da banda Os Campeiros do Rio Grande que acompanha o artista.
Além disso, se encontram no DVD vários extras que incluem Making Of com ensaios, depoimentos de amigos do cantor, agradecimentos e causos que aconteceu durante a carreira do artista.
Este segundo DVD de Walther Morais chega repleto de atrações para brindar os fãs e consolidar o sucesso da autêntica música do Rio Grande.

Extraído do site da gravadora ACIT

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A benção do Papa Francisco ao grupo Os Monarcas

     
Gildinho segurando a benção apostólica enviada pelo Papa Francisco. Foto: Divulgação / Os Monarcas

    Grandes sucessos do conjunto gaúcho Os Monarcas vem não só embalando os casais, nos fandangos pelo Brasil, como também passando mensagens de fé, como a música “Cantar é Coisa de Deus”. Quem acompanha o trabalho do grupo sabe que em suas obras sempre há espaço para a religiosidade. Cantar letras que remetem à fé é a forma que Os Monarcas encontraram de agradecer a Deus por todo o sucesso conquistado ao longo de 40 anos de carreira. Esta semana, o líder do conjunto Nésio Corrêa, o Gildinho, e os demais integrantes foram surpreendidos com um presente muito especial enviado pelo Papa Francisco. O Padre Valdir Antonio Formentili, da Paróquia de Santa Isabel, de Viamão, RS, foi quem entregou o presente, uma benção apostólica assinada pelo Santo Padre em reconhecimento ao trabalho do conjunto Os Monarcas. A entrega foi realizada dentro do ônibus do conjunto com tanta simplicidade e emoção que ninguém lembrou de fazer um registro. Para compartilhar a felicidade com os fãs, Gildinho fez questão de posar para uma foto junto com o quadro abençoado, que veio do Vaticano especialmente para o grupo Os Monarcas. A homenagem chega no momento em que o conjunto prepara o lançamento do novo CD intitulado “Alma de Gaita”. Uma das músicas que irão compor o novo trabalho chama-se “Graças a Deus”.



segunda-feira, 22 de julho de 2013

MÃE GAÚCHA (Glauco Saraiva)

Cantando: Bicho Tutu
de trás do murundu,
pegou no sapinho
comeu com angu.

Aninhado no teu colo
- plumas de amor e doçura -
minha mãe, quanta ternura
suguei, mamando em teu seio?
E o teu canto de permeio
com arrulhos de pomba mansa,
me ensinou, desde criança,
as Lendas do Pastoreio:
Tinha mula-sem-cabeça,
Boitatá e caipora...
Lendas de Nossa Senhora
com os bichos mais conhecidos
e tesouros escondidos,
Lobisomem, urutau...
Aprendi a cravar um pau
no recavem do tinhoso
se perdia, desgostoso,
as minhas coisas tão belas,
ou então, prendia velas,
com a maior devoção,
no topo de moirão
ap Negro do Pastoreio
E aquele infantil rodeio
singular, estranho e vago,
de cantiga, história, afago,
de encantamento e de bruxa,
formou minh'alma gaúcha
enraizada no pago.

Cantando: Songa Lionga
me leva no carro,
agora não posso
que vou carregado,
leva uma canga,
leva um arado,
levo um cusquinho
de rabo cortado.

Cantando ensinava coisas
de amor às lides campeiras.
Na minha infância tambeira
amei meu gado de osso,
meu cusco de rabo grosso,
meu cavalo malacara
- puro-sangue de taquara -
com rédeas feitas de tira.

Tive meu laço de embira,
boleadeiras de sabugo...
e tudo o que era refugo
- corda velha, carretel -
para mim era o plantel
dos meus tesouros meninos
que apartava, teatinos,
em rodeios pelo chão.
Depois guardava o florão
de minha tropa sem dono,
debaixo do cinamomo
ou num canto do galpão.

Cantando: Lá, ra,ra,ra
onde está papai...?
dorme, filhinho,
morreu no Paraguai.

Também morri muitas vezes
em peleias "faz de conta",
atravessado na ponta
de um talo de jerivá,
que nas guerras de piá
eram espadas de fama...
De velhas guardas de cama.

Tirei cano pra trabuco
que era o truco e o retruco
pra um guri que não se agacha,
Depois um par de borrachas
macias e emparelhadas,
forquilha bem aparada
de pitangueira ou camboim,
mais um courinho e, por fim,
estava pronto o bodoque
para completar o estoque
de espada, trabuco e lança
para o caudilho criança
que havia dentro de mim.

Cantando: Dorme, filhinho,
dorme, meu amor,
que a faca que corta
dá talhos sem dor.

Pobre velha, te esqueceste
que a faca dos desenganos
- chairada ao correr dos anos,
dói muito cortando a gente;
retalha a alma inocente,
sangra fundo o coração;
deixa depois, pelo chão,
a branquejar pela estrada
a ossamenta desgarrada
da infância, terna ilusão.

E aquele bicho Tutu
tão feio, é o nosso destino...
Pegou o pobre do menino
que de piá virou moço,
extraviou o gado de osso,
matou seu cusquinho amigo,
e, de castigo em castigo,
foi roubando aquele céu
feito de sonho, mundéu,
arapucas, fantasias,
de pilão, cinco-marias,
trabuco, bulita e fundas
e até das valentes tundas
por fugir pras pescarias.

Cantando: Late, late, cachorrinho,
lá pro fundo do quintal,
não acorda meu filhinho
que passou a noite mal.

Mas o latido do tempo
me acordou daquele sonho...
agora vejo, tristonho,
que tudo aquilo acabou,
o lacinho arrebentou
com o tironeio da vida
e a boleadeira querida
feita com tanto carinho,
perdeu-se, com o sapinho
que o Bicho Tutu comeu.
Tudo desapareceu
de minha estância mirim!
Campeio e vejo que enfim,
até o pingo de taquara
se perdeu pela coivara
que o destino abriu em mim.

Das velhas caixas de "fósfro!
já não faço mais gaiola
pra encerra toca-viola
e ouvir singelas cantigas,
Não mais entendo as formigas
conversando nos carreiros
e nem faço parelheiros
dos carrapatos pançudos;
já não cango mais cascudos
para infantis carreteadas,
nem me interessam caçadas
de vaga-lumes matreiros,
pra fazê-los de candeeiros
dentro de um copo emborcado.
Não fico mais ao teu lado
te bombiando amassar pão
e nem te peço, gritão,
"Mãe me faz um marreco,
um jacaré e um "bunecro",
com os "zoinhos" de feijão?"

Cantando: Dorme, filhinho,
que o bicho aí vem
papai foi à caça,
mamãe logo vem.

Espero, sim, mãe, que venhas
me embalar no último sono
que se dorme no abandono
de um berço negro e prateado.
Quero te ouvir a meu lado
Cantando - "Dorme, filhinho"
e não estarei tão sozinho
nessa última viagem,
nem me faltará coragem
para o momento tão sério
em que deverá um gaudério
enfrentar Nosso Senhor,
pois terei o teu amor,
o teu amor, mãe querida,
o único amor na vida
que redime um pecador.

Cantando: Senhora Santana
na beira do rio,
lavava os paninhos
do seu bento "fio".

Canta pra mim, minha mãe,
canta o teu canto divino,
pois ainda sou teu menino
velho, triste e abichornado.
Apesar dos meus pecados,
das rugas que tem meu rosto,
da tropilha de desgosto
que entordilhou meu cabelo,
tua voz é o meu sinuelo
de pureza e redenção,
e o teu canto, a extrema - unção
que absolverá este réu.

E eu entrarei lá no céu
repontado ao teu cantar
e até a Virgem há de achar,
mimando o Menino Santo,
que o céu terá mais encanto
com tua canção de ninar.

Cantando: Bicho Tutu
detrás do murundu,
pegou nos meus sonhos
e comeu com angu.